"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo " Paulo Freire
“Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda.” "Tudo depende de como vemos as coisas e não de como elas são." Carl G. Jung
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Educação
Começar Agora
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim " Chico Xavier
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Fornecer a Resposta
"Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der." Carl G. Jung
Jornada ao Nosso Mundo Interior
A importância de se conhecer nosso mundo interior já era conhecida há muitos séculos. Sócrates, um dos fundadores da Filosofia Ocidental, teria usado a inscrição no templo a Apolo, na cidade de Delfos, Grécia, “Conhece a ti mesmo” como fundamento de sua Filosofia, de seus ensinamentos.
As matérias anteriores, nesta coluna, referiram-se a atenção e a dependência às condições externas, que determinam a situação nas pessoas em geral e desta forma de seus desconfortos, aborrecimentos, mal estar e a sua infelicidade.
Na medida em que tomamos conhecimento disto, podemos transformar esta situação. Para se mudar esta realidade é necessário aceitá-la de maneira ativa, positiva. É preciso que se aja adequadamente de acordo com o que se quer, com o que se busca e assim o desconforto, desajuste desaparece. Portanto a solução está em nosso interior e ninguém pode obtê-la por nós, pois nosso mundo interior somente pode ser acessado por cada um de nós. Assim é preciso que estejamos conscientes disto, neste momento presente, no “aqui e agora”.
Aceitar é uma atitude positiva que significa concordar com a realidade como ela é e não como gostaríamos que ela fosse. Para isto é necessário que tenhamos autopercepção, conhecimento de quem somos, porque estamos aqui, qual é a razão de nossa existência, de nossa vida.
Ocorre que este processo de autoconhecimento não é simples e nem sempre ocorre sem que tenhamos apoio externo, de outrem, que nos facilite a consciência e a compreensão de quem realmente somos.
Há várias correntes de psicoterapia, que significa terapia (cura) de nossa psique (mundo interior). Todas tem em comum que os problemas (a doença) está em nosso interior, portanto, a solução (cura) também está no nosso interior. O que varia muito nas várias técnicas são as maneiras de se dar apoio para que as pessoas encontrem o caminho do seu interior. É fundamental que se viva este momento presente, “o momento é a abertura pela qual o homem passará em seu caminho” (Jacob Levy Moreno).
(em próximas matérias continuaremos sobre este tema)
As matérias anteriores, nesta coluna, referiram-se a atenção e a dependência às condições externas, que determinam a situação nas pessoas em geral e desta forma de seus desconfortos, aborrecimentos, mal estar e a sua infelicidade.
Na medida em que tomamos conhecimento disto, podemos transformar esta situação. Para se mudar esta realidade é necessário aceitá-la de maneira ativa, positiva. É preciso que se aja adequadamente de acordo com o que se quer, com o que se busca e assim o desconforto, desajuste desaparece. Portanto a solução está em nosso interior e ninguém pode obtê-la por nós, pois nosso mundo interior somente pode ser acessado por cada um de nós. Assim é preciso que estejamos conscientes disto, neste momento presente, no “aqui e agora”.
Aceitar é uma atitude positiva que significa concordar com a realidade como ela é e não como gostaríamos que ela fosse. Para isto é necessário que tenhamos autopercepção, conhecimento de quem somos, porque estamos aqui, qual é a razão de nossa existência, de nossa vida.
Ocorre que este processo de autoconhecimento não é simples e nem sempre ocorre sem que tenhamos apoio externo, de outrem, que nos facilite a consciência e a compreensão de quem realmente somos.
Há várias correntes de psicoterapia, que significa terapia (cura) de nossa psique (mundo interior). Todas tem em comum que os problemas (a doença) está em nosso interior, portanto, a solução (cura) também está no nosso interior. O que varia muito nas várias técnicas são as maneiras de se dar apoio para que as pessoas encontrem o caminho do seu interior. É fundamental que se viva este momento presente, “o momento é a abertura pela qual o homem passará em seu caminho” (Jacob Levy Moreno).
(em próximas matérias continuaremos sobre este tema)
Elias Penteado Leopoldo Guerra
O Otimismo da Incerteza
Publicado em 8 de novembro de 2008 pelo CommonDreams.org
Por Howard Zinn de um extrato do livro de Paul Rogat “O impossível demora um pouquinho mais”
Neste horroroso mundo no qual esforços para cuidar de pessoas frequentemente se empalidecem em comparação com o que é feito por aqueles que tem poder, como posso conseguir permanecer envolvido e aparentemente feliz? Eu estou totalmente confiante não que o mundo ficará melhor, mas nós não devemos desistir do jogo antes que todas as cartas tenham sido jogadas. A metáfora é deliberada; a vida é um jogo. Não jogar é excluir qualquer oportunidade de ganhar. Jogar, agir, é criar pelo menos uma possibilidade de mudar o mundo. Há uma tendência de se pensar que o que nós vemos no presente momento continuará. Nós esquecemos o quão freqüente nos temos sido surpreendidos grandemente por uma repentina desintegração de instituições, por extraordinária mudança no pensamento das pessoas, por inesperadas erupções de rebeliões contra a tirania, por um rápido colapso de sistemas de poder que pareciam invencíveis. O que é uma transição súbita da história nos cem anos passados, é também sua completa imprevisibilidade. Isto nos confunde, porque estamos falando exatamente do período quando os seres humanos se tornaram tão engenhosos tecnologicamente que poderiam planejar e predizer o tempo exato em que alguém pousaria na Lua, ou andar pela rua falando com alguém do outro lado da Terra.
..................................................................................................
Nenhum cálculo frio do equilíbrio de poder é capaz de intimidar pessoas que estão persuadidas que sua causa é justa. Eu tentei muito me igualar com meus amigos no seu pessimismo sobre o mundo (são apenas meus amigos?), mas eu continuo encontrando pessoas que, apesar de todas as evidências de coisas terríveis acontecendo em toda parte, me dão esperança. Principalmente pessoas jovens, nas quais o futuro depende. Onde quer que eu vá, eu encontro tais pessoas. E alem de um punhado de ativistas, parece existir centenas, milhares mais que estão abertos a idéias não ortodoxas. Mas eles tendem a não conhecer a experiência um dos outros, e então, enquanto eles persistem, eles o fazem com a desesperada paciência de Sisyphus empurrado sem fim aquele bloco enorme de pedra montanha acima. Eu tentei dizer a cada grupo que não estavam sozinhos, e que as mesmas pessoas que estão desanimadas pela ausência de um movimento nacional são elas próprias a prova do potencial para tal movimento. É esta mudança de consciência que me encoraja. Admitindo que o ódio racial e a discriminação sexual ainda existem em nós, guerra e violência ainda envenenam nossa cultura, nós temos um enorme subclasse de pobres, pessoas desesperadas, e há um núcleo social resistente de pessoas que estão contentes com a forma como as coisas são, com medo da mudança. Mas se nós apenas virmos isto, nós perderemos perspectiva histórica, e então será como se tivéssemos nascidos ontem e nós conheceremos somente as estórias deprimentes nos jornais da manhã, nas reportagens da noite da televisão. Pondere a notável transformação, em apenas poucas décadas, na consciência das pessoas sobre racismo, na corajosa presença de mulheres exigindo seu legítimo lugar, no crescente estado de ser consciência do público que gays não são curiosidades, mas sensatos seres humanos, na descrença de longo prazo sobre as intervenções militares a despeito das breves ondas de loucuras militares. É esta mudança de longo prazo que eu penso que nós devemos ver se não queremos perder a esperança. Pessimismo se torna uma profecia auto-realizável; ela se auto reproduz incapacitando nossa vontade de agir.
Mudança revolucionária não acontece como um momento cataclísmico (tome cuidado com esses momentos), mas como uma sucessão de surpresas, movendo em zigzag em direção a uma sociedade mais decente. Nós não temos que nos empenhar em grandes, heróicas ações para participar do processo de mudança. Pequenos atos, quando multiplicados por milhões de pessoas, podem transformar o mundo. Mesmo quando não “ganhamos”, há muito divertimento e realização no fato de termos nos envolvido com outras boas pessoas, em algo que vale a pena. Nós precisamos de esperança. Um otimista não é necessariamente um assobiador displicente, leviano e tolo no nosso momento sombrio. Ser esperançoso em tempos ruins não é apenas tolamente romântico. Está baseado no fato que a história humana não é apenas crueldade, mas também compaixão, sacrifício, coragem, bondade. O que nós escolhermos enfatizar nesta complexa história determinará nossas vidas. Se apenas virmos o pior, isto destrói nossa capacidade de fazer qualquer coisa. Se nós lembrarmos aqueles tempos e lugares – e há tantos – nos quais pessoas se comportaram magnificamente, isto nos dá energia para agir, e, pelo menos, a possibilidade de mandar esta confusa parte do mundo para uma direção diferente. E se nós agirmos, de qualquer pequena forma, nós não teremos que esperar por um grande futuro utópico. O futuro é uma infinita sucessão de presentes e viver agora como acreditamos que seres humanos deveriam viver em desafio a tudo que há de mal em nosso redor, é por si próprio uma vitória maravilhosa.
Adaptado do “O Impossível tomará um pouquinho mais de tempo”, editado por Paul Rogat Loeb. Parte deste ensaio apareceu em “Você Não Pode ser Neutro em um Trem em Movimento e Howard Zinn na História”
Por Howard Zinn de um extrato do livro de Paul Rogat “O impossível demora um pouquinho mais”
Neste horroroso mundo no qual esforços para cuidar de pessoas frequentemente se empalidecem em comparação com o que é feito por aqueles que tem poder, como posso conseguir permanecer envolvido e aparentemente feliz? Eu estou totalmente confiante não que o mundo ficará melhor, mas nós não devemos desistir do jogo antes que todas as cartas tenham sido jogadas. A metáfora é deliberada; a vida é um jogo. Não jogar é excluir qualquer oportunidade de ganhar. Jogar, agir, é criar pelo menos uma possibilidade de mudar o mundo. Há uma tendência de se pensar que o que nós vemos no presente momento continuará. Nós esquecemos o quão freqüente nos temos sido surpreendidos grandemente por uma repentina desintegração de instituições, por extraordinária mudança no pensamento das pessoas, por inesperadas erupções de rebeliões contra a tirania, por um rápido colapso de sistemas de poder que pareciam invencíveis. O que é uma transição súbita da história nos cem anos passados, é também sua completa imprevisibilidade. Isto nos confunde, porque estamos falando exatamente do período quando os seres humanos se tornaram tão engenhosos tecnologicamente que poderiam planejar e predizer o tempo exato em que alguém pousaria na Lua, ou andar pela rua falando com alguém do outro lado da Terra.
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Nenhum cálculo frio do equilíbrio de poder é capaz de intimidar pessoas que estão persuadidas que sua causa é justa. Eu tentei muito me igualar com meus amigos no seu pessimismo sobre o mundo (são apenas meus amigos?), mas eu continuo encontrando pessoas que, apesar de todas as evidências de coisas terríveis acontecendo em toda parte, me dão esperança. Principalmente pessoas jovens, nas quais o futuro depende. Onde quer que eu vá, eu encontro tais pessoas. E alem de um punhado de ativistas, parece existir centenas, milhares mais que estão abertos a idéias não ortodoxas. Mas eles tendem a não conhecer a experiência um dos outros, e então, enquanto eles persistem, eles o fazem com a desesperada paciência de Sisyphus empurrado sem fim aquele bloco enorme de pedra montanha acima. Eu tentei dizer a cada grupo que não estavam sozinhos, e que as mesmas pessoas que estão desanimadas pela ausência de um movimento nacional são elas próprias a prova do potencial para tal movimento. É esta mudança de consciência que me encoraja. Admitindo que o ódio racial e a discriminação sexual ainda existem em nós, guerra e violência ainda envenenam nossa cultura, nós temos um enorme subclasse de pobres, pessoas desesperadas, e há um núcleo social resistente de pessoas que estão contentes com a forma como as coisas são, com medo da mudança. Mas se nós apenas virmos isto, nós perderemos perspectiva histórica, e então será como se tivéssemos nascidos ontem e nós conheceremos somente as estórias deprimentes nos jornais da manhã, nas reportagens da noite da televisão. Pondere a notável transformação, em apenas poucas décadas, na consciência das pessoas sobre racismo, na corajosa presença de mulheres exigindo seu legítimo lugar, no crescente estado de ser consciência do público que gays não são curiosidades, mas sensatos seres humanos, na descrença de longo prazo sobre as intervenções militares a despeito das breves ondas de loucuras militares. É esta mudança de longo prazo que eu penso que nós devemos ver se não queremos perder a esperança. Pessimismo se torna uma profecia auto-realizável; ela se auto reproduz incapacitando nossa vontade de agir.
Mudança revolucionária não acontece como um momento cataclísmico (tome cuidado com esses momentos), mas como uma sucessão de surpresas, movendo em zigzag em direção a uma sociedade mais decente. Nós não temos que nos empenhar em grandes, heróicas ações para participar do processo de mudança. Pequenos atos, quando multiplicados por milhões de pessoas, podem transformar o mundo. Mesmo quando não “ganhamos”, há muito divertimento e realização no fato de termos nos envolvido com outras boas pessoas, em algo que vale a pena. Nós precisamos de esperança. Um otimista não é necessariamente um assobiador displicente, leviano e tolo no nosso momento sombrio. Ser esperançoso em tempos ruins não é apenas tolamente romântico. Está baseado no fato que a história humana não é apenas crueldade, mas também compaixão, sacrifício, coragem, bondade. O que nós escolhermos enfatizar nesta complexa história determinará nossas vidas. Se apenas virmos o pior, isto destrói nossa capacidade de fazer qualquer coisa. Se nós lembrarmos aqueles tempos e lugares – e há tantos – nos quais pessoas se comportaram magnificamente, isto nos dá energia para agir, e, pelo menos, a possibilidade de mandar esta confusa parte do mundo para uma direção diferente. E se nós agirmos, de qualquer pequena forma, nós não teremos que esperar por um grande futuro utópico. O futuro é uma infinita sucessão de presentes e viver agora como acreditamos que seres humanos deveriam viver em desafio a tudo que há de mal em nosso redor, é por si próprio uma vitória maravilhosa.
Adaptado do “O Impossível tomará um pouquinho mais de tempo”, editado por Paul Rogat Loeb. Parte deste ensaio apareceu em “Você Não Pode ser Neutro em um Trem em Movimento e Howard Zinn na História”
Traduzido por Elias Penteado Leopoldo Guerra
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Não Existe O Mestre, Cada Uma É Mestre De Si Mesmo
Solicitado ao grande filósofo indiano contemporâneo Bhagwan Srhee Rajneesh (conhecido como OSHO) que falasse sobre Mestre, assim Osho se manifestou:
“Aqui eu gostaria de dizer algo, que tenho guardado como um segredo por toda minha vida. Eu nunca quis ser um Mestre para ninguém.
Ser um mestre é uma tarefa muito estranha. Você precisa convencer pessoas sobre o coração utilizando argumentos e razões, racionalidades, filosofia, você tem que usar a mente como uma serva do coração.
O trabalho do mestre é lhe afastar da mente, para que toda sua energia se mova para o coração. Você captou o sentido? A palavra mestre cria a idéia do discípulo, do seguidor. Como pode haver um mestre sem um discípulo, sem um seguidor? Mas no sentido espiritual da palavra, mestre significa domínio de si mesmo. Não tem nenhuma relação com qualquer seguidor; não depende da multidão. Um mestre sozinho é suficiente.O novo homem de que tenho falado será um mestre de si mesmo.
No Zen, o Mestre não é um mestre de outros, mas um mestre de si mesmo - Cada gesto seu e cada uma de suas palavras, refletem a sua condição de iluminado. Ele não é um professor com uma doutrina para partilhar, nem um mensageiro supernatural conectado diretamente a Deus, mas simplesmente aquele que se tornou um exemplo vivo do mais alto potencial que repousa dentro de cada ser humano. Nos olhos do mestre, eles encontram a própria verdade deles refletida, e no seu silêncio eles encontram com maior facilidade o seu próprio silêncio interior. Juntos, eles criam um campo de força que dá apoio a cada um isoladamente, para que encontre a sua própria luz interior. Esta luz, uma vez encontrada, o discípulo chega a entender que o mestre exterior era apenas um catalizador, um recurso para provocar o despertar do interior."
(colaboração de Elias Penteado Leopoldo Guerra)
Criando a Própria Felicidade
Por Elias Guerra
“Não mude sua natureza se alguém lhe faz mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam". Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque a consciência é o que você é e sua reputação é o que os outros pensam que você é. É o que os outros pensam.... É problema deles!”(Bob Marley, 1945-1981)
(da fábula “Escorpião”, em “Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação”, Ubatuba Cobra, 08 de maio de 2011)
Talvez por termos olhos na parte da frente do rosto, a maioria das pessoas olha para o chão a sua frente, para evitar obstáculos e as “coisas” próximas. Poucos são os que buscam com seu olhar o horizonte distante e menos ainda os que ficam a imaginar o que há alem do horizonte. Mas a pequena minoria é constituída por aqueles que levantam seus olhos para o céu em uma noite estrelada, sem nuvens e que se maravilham com o que vêm e se sentem tocados pela imensidão do Universo e pela pequenez que nós somos. São aqueles que sentem que não somos o centro do Universo, mas sim parte integrante dele e assim sentem-se comungados com o Universo.
“O homem vive inconscientemente. Ele vive fazendo muitas coisas porque os outros também fazem, vive seguindo e imitando. Não sabe muito bem por que faz as coisas, nem sequer sabe quem ele é.” Osho, em “Meditações para a Noite”
Em recente crítica, que compartilhei no “Facebook” com todos, na qual se colocava: “você está reclamando de que?”, enfatizando que as pessoas criticam os políticos por serem corruptos, desonestos, sem ética, por pensarem em tirar vantagem de tudo só para si e para os seus, ignorando os interesses e necessidades da população que os elegeu, mas estas mesmas pessoas que os criticam fazem as mesmas coisas elas próprias, ignorando também as demais pessoas.
Esta é a razão do alerta acima expressado, no sentido de que, antes de criticarmos os outros, que façamos nós mesmos nossa autocrítica e olhemos mais adiante alem do chão que pisamos ou dos obstáculos que queremos evitar (as outras “cosas”, as pessoas, principalmente).
Não é porque muitos, talvez, lamentavelmente, a maioria, seja desonesta e corrupta, nós devemos também seguir-lhes o exemplo.
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Rui Barbosa - 1914)
Este é um fantástico alerta para que não desanimemos e não nos tornemos iguais aos que criticamos.
“Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você, então levante a bunda daí e corra atrás do seu sonho, porque o carteiro não vai chegar dizendo: "Aqui o sonho que você encomendou”” autor desconhecido
Esteja, entretanto alerta, pois, “Quem aceita o mal sem protestar, coopera realmente com ele”
Martin Luther King
Martin Luther King
sábado, 28 de janeiro de 2012
O Encontro
Texto: Elias Penteado Leopoldo Guerra
“Um encontro de dois: olho no olho, cara a cara. E, quando estiveres perto, arrancarei teus olhos e os colocarei no lugar dos meus e tu arrancarás meus olhos e os colocarás no lugar dos teus, então eu te olharei com teus olhos e tu me olharás com os meus. Assim até a coisa comum serve ao silêncio e nosso encontro é a meta sem cadeias: “O lugar indeterminado, em um momento indeterminado, a palavra indeterminada ao homem indeterminado” (Jacob Levy Moreno)
Encontro é o mais intenso nível de comunicação; é a realização própria através do outro; a identidade, a experiência rara e inesquecível da reciprocidade total.
A técnica psicoterapêutica do Psicodrama é diálogo vivo, que busca, no momento atual, o encontro, onde importa mais é o presente, a vivência do momento atual é um convite a uma comunicação humana transformadora, é a tentativa de desintelectualizar o ser humano para um contato mais verdadeiro, mais emocional, mais pessoal – ou seja, o encontro.
O Psicodrama surgiu do jogo, como fenômeno ligado à espontaneidade e à criatividade, princípio da auto-cura. O jogo se manifesta através da dramatização, que é o encontro propriamente dito do terapeuta com o cliente e o encontro do cliente consigo mesmo. .
O Psicodrama, representado na forma dramática e espontânea do encontro, é o método que busca a verdade mediante a ação.
O encontro é extemporâneo, está ou vem de fora do tempo próprio, não é próprio do tempo em que se faz ou se sucede. O encontro não é estruturado, não é planejado, é sem ensaios – produz-se no momento, no “aqui e agora”.
O encontro é indeterminado, é produto da espontaneidade, que é o catalisador e gera a criatividade, que possibilita a criação de nova maneira de se ver a si próprio e a sua situação, permitindo outra forma de agir e de ser”..” A espontaneidade é a resposta adequada a uma situação nova ou uma resposta nova a uma situação antiga “(J L Moreno).
A espontaneidade é o catalisador da criatividade, que é a alma de todos os seres orgânicos, para que possam sobreviver e é um fator geral do Universo na existência de todas as coisas vivas.
A espontaneidade gera a criatividade, que é o fundamento da auto-percepção, portanto, da auto-cura.
O Psicodrama representa uma forma dramática e espontânea do encontro – método que busca a verdade através da ação.
“Encontro significa estar junto, encontrar-se, dois corpos tocarem-se, ver e observar, apalpar, sentir, compartir e amar, comunicação mútua, conhecimento intuitivo mediante o silêncio ou movimento, a palavra ou o gesto, o beijo ou o abraço, unificar-se, uma em um.” (Jacob Levy Moreno)
A técnica psicoterapêutica do Psicodrama é diálogo vivo, que busca, no momento atual, o encontro, onde importa mais é o presente, a vivência do momento atual é um convite a uma comunicação humana transformadora, é a tentativa de desintelectualizar o ser humano para um contato mais verdadeiro, mais emocional, mais pessoal – ou seja, o encontro.
O Psicodrama surgiu do jogo, como fenômeno ligado à espontaneidade e à criatividade, princípio da auto-cura. O jogo se manifesta através da dramatização, que é o encontro propriamente dito do terapeuta com o cliente e o encontro do cliente consigo mesmo. .
O Psicodrama, representado na forma dramática e espontânea do encontro, é o método que busca a verdade mediante a ação.
O encontro é extemporâneo, está ou vem de fora do tempo próprio, não é próprio do tempo em que se faz ou se sucede. O encontro não é estruturado, não é planejado, é sem ensaios – produz-se no momento, no “aqui e agora”.
O encontro é indeterminado, é produto da espontaneidade, que é o catalisador e gera a criatividade, que possibilita a criação de nova maneira de se ver a si próprio e a sua situação, permitindo outra forma de agir e de ser”..” A espontaneidade é a resposta adequada a uma situação nova ou uma resposta nova a uma situação antiga “(J L Moreno).
A espontaneidade é o catalisador da criatividade, que é a alma de todos os seres orgânicos, para que possam sobreviver e é um fator geral do Universo na existência de todas as coisas vivas.
A espontaneidade gera a criatividade, que é o fundamento da auto-percepção, portanto, da auto-cura.
O Psicodrama representa uma forma dramática e espontânea do encontro – método que busca a verdade através da ação.
“Encontro significa estar junto, encontrar-se, dois corpos tocarem-se, ver e observar, apalpar, sentir, compartir e amar, comunicação mútua, conhecimento intuitivo mediante o silêncio ou movimento, a palavra ou o gesto, o beijo ou o abraço, unificar-se, uma em um.” (Jacob Levy Moreno)
Bibiografia;
“Psicodrama da Loucura”, José Fonsseca Filho,Ed.Ágora, 1980
“Psicoteapia Psicodramática”, Dalmiro Manuel Bustos, Ed. Brasiliense,1979
“Psicodrama da Loucura”, José Fonsseca Filho,Ed.Ágora, 1980
“Psicoteapia Psicodramática”, Dalmiro Manuel Bustos, Ed. Brasiliense,1979
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
A Filosofia Do Diálogo Eu-Tú
Texto: Elias Penteado Leopoldo Guerra
Nos raros momentos em que a autenticidade profunda de um vai ao encontro da autenticidade profunda do outro, ocorre a memorável "relação Eu-Tu” a que se referia Martin Buber, o filósofo existencialista. Esse mútuo encontro, profundo e pessoal, não acontece muitas vezes, mas pode-se estar convencido de que, se não acontece, não somos seres humanos.
O fundamental é, pois, estar consciente, perceber o outro, mas, mais do que isto, é aceitar todas as potencialidades do outro; se elas são aceitas num processo de transformação, neste caso pode-se confirmar ou tornar reais as potencialidades do outro.
Todos tem potencialidades que permitem se desenvolver e evoluir. No encontro, a verdadeira relação pessoal, recíproca e autêntica, pode tornar realidade as potencialidades do outro e, reciprocamente, tornar efetivas minhas próprias potencialidades. Assim o aluno “ensina” o professor.
Embora se refiram a ocorrências do passado, o foco é a vivência, a experiência real do relacionamento atual, no “aqui e agora”. Não fiquemos, pois, presos ao passado, pois diante de nós está sempre ocorrendo uma nova experiência que envolve outro ser humano. Portanto deve se estar sempre atento, em estado de consciência, aceitando a realidade, percebendo as coisas e pessoas como elas são e não como gostariamos que fossem.
Realiza-se no contato com o Tu, torna-se Eu dizendo Tu, isto é o encontro. No começo dos tempos o que existia era a relação entre seres humanos. Com toda a seriedade da verdade pode se afirmar que o ser humano não pode viver sem o “Isso”, isto é, as coisas, mas quem vive somente com o “Isso,” não é um ser humano.
“Nenhum líder vai nos dar paz, nenhum governo, nenhum exército, nenhum país. O que nos vai dar paz é a transformação interior que nos conduzirá à ação exterior. A transformação interior não é isolamento, desistência da ação exterior. Ao contrário, só pode haver a ação correta quando há o pensamento correto e não existe pensamento correto quando não existe autoconhecimento. Sem conhecer a si mesmo, não existe paz.” (Krishnamurti)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
O Psicodrama
O Psicodrama, criado por Jacob Levy Moreno, é uma psicoterapia sem “terapeuta” – a própria pessoa é o “auto-terapeutra”, fundamentado no relacionamento das pessoas e no “encontro”, que permite, através da espontaneidade e da liberdade, a pessoa encontrar a si mesma e criar novas formas de ser e de agir e assim encontrar sua própria cura
O Psicodrama de baseia na representação dramática fundamentada no teatro – é o teatro da realidade de cada um – sem script, sem papel pré-definido.
Os papeis surgem no aqui e agora, trabalhando-se não no passado, mas sim no presente, não se fala, não se intelectualiza o passado, mas se revive, espontaneamente, o passado no momento presente, pois, segundo Moreno, a segunda vivência libera a primeira.
Não há terapeuta no sentido convencional, não há análise, interpretações, explicações, diagnósticos ou prognósticos – mas há um “diretor de campo” que facilita a ação. O “diretor de campo” é diferente do diretor de teatro, porque interage, se relaciona pessoalmente e participa da ação, buscando o “encontro” entre “diretor de campo” e cliente, que propiciará o encontro da pessoa consigo mesma.
A proposta é o encontro da pessoa com seu interior através de vivenciar, no cenário psicodramático, situações de seu passado e encontrar as situações de conflito que originam seu desconforto interior. Estas ao serem representadas no presente, liberam a pessoa do seu passado. Assim a própria pessoa é que identifica a sua solução dentro de si mesma e para si mesma.
O “diretor de campo” não faz análise, interpretações nem responde a perguntas, somente facilita o processo da procura da pessoa por ela mesma no seu interior. Conhecendo as origens de seus conflitos, a pessoa mesma se liberta deles.
O processo é, portanto, que a ação substitua o falar, o intelectualizar, permitindo que a pessoa vivencie e sinta, no momento presente, através da representação, seu mundo interior e assim se encontre...
Não se fala sobre psicodrama – se atua, se representa, no aqui e agora o seu interior. Ao representar um papel, a pessoa atua com toda a sua personalidade, com todo seu ser, permitindo assim que se conheça e re-estabeleça seu equilíbrio interior.
Para vivermos temos que inalar oxigênio, ingerimos alimentos e água, ou seja, interagimos e dependemos do meio ambiente e, portanto, não vivemos sem ele. Na realidade estamos integrados ao meio ambiente, do qual somos também parte. Somos unos com o meio ambiente e é isto que significa Universo. Nossas primeiras interações são com a família, com a mãe, pai e demais pessoas que compõem nosso grupo social e com as condições da Natureza, com os quais aprendemos a conviver. Deste relacionamento pode ocorrer, entretanto, desequilíbrios entre o que necessitamos e desejamos e o que efetivamente obtemos, surgindo assim uma situação de desconforto que, não podendo no momento resolver, reprimimos para nosso mundo interior.
O propósito do Psicodrama é resgatar essas relações para revivê-las em uma segunda vez no momento presente e, desta forma, resgatar e liberar esse desconforto reprimido. O importante é o momento presente – a vivência no aqui e agora, que permite a comunicação entre a pessoa e aquilo que ela transformou em uma repressão, tornando-a uma atitude ativa através da atuação dramática em um ambiente controlado com o apoio do “diretor de campo”.
Um dos fundamentos da ação psicodramática é a espontaneidade, pois sem normas ou critérios prévios, a pessoa pode atuar com liberdade e segurança, permitindo o encontro do Eu. O Eu não pode encontrar-se por si mesmo, só poderá encontrar-se através de um outro, o Tu. É o encontro da pessoa com seu semelhante, de tal modo que o Eu passa ser Tu e o Tu se transforma em Eu. Este é o princípio da auto-cura.
O Psicodrama é um método pelo qual se busca a verdade através da ação. A espontaneidade, condição para a ação eficaz, é a capacidade de dar uma resposta inteligente, uma reação adequada a uma situação nova e inesperada. É desta forma que surge a ato da criação de uma forma alternativa de ser, de agir, que produza os resultados satisfatórios buscados. A essência da vida humana é ser criadora, criar novas alternativas e formas de viver.
A fonte da espontaneidade se libera em contato com a espontaneidade de outro, no caso do Psicodrama do “diretor de campo”. Segundo Moreno, a espontaneidade pode ser comparada a uma lâmpada, a qual, quando acesa, permite a visão do ambiente e da disposição das coisas; quando apagada ou quando não está acesa, as coisas permanecem no mesmo lugar, mas a pessoa não as vê.
A não liberação da espontaneidade na vida moderna inibe a criatividade e, assim, a criação de soluções, novas formas de se relacionar com outros e com a Vida. A criança ao nascer passa, de um estado de dependência, no qual recebia passivamente aquilo que necessitava, para um estado no qual tem que conquistar a sua sobrevivência, mas a cultura humana inibe a espontaneidade e, portanto, a criatividade.
O Psicodrama se propõe a despertar e desinibir a espontaneidade, que permitirá a criatividade encontrar a resposta adequada a uma nova solução, ou seja, aquilo que a pessoa necessita para sua vida plena.
Na ação psicodramática existe um relacionamento, entre o terapeuta “diretor de campo” e o cliente, com mutualidade, reciprocidade e igualdade que permite existência da catarse de integração, que é a liberação da espontaneidade e da consequente criatividade, permitindo o acontecimento do “encontro” e à pessoa ver e criar uma nova forma de se realizar.
A relação Eu-Tu, que ocorre na psicodramatização, entre terapeuta “diretor de campo” e cliente, permite a este se avaliar partir de seus próprios relacionamentos pessoais e realizações, ocorrendo a “auto-cura” através desse relacionamento.
A filosofia que fundamenta o Psicodrama é que não há possibilidade de existir a pessoa sozinha - a pessoa só existe em relação à outra - a pessoa só se torna pessoa quando se relaciona, quando há diálogo.
(ref- “Psicodrama da Loucura”, José Fonseca Filho, Ed.Ágora)
O Psicodrama de baseia na representação dramática fundamentada no teatro – é o teatro da realidade de cada um – sem script, sem papel pré-definido.
Os papeis surgem no aqui e agora, trabalhando-se não no passado, mas sim no presente, não se fala, não se intelectualiza o passado, mas se revive, espontaneamente, o passado no momento presente, pois, segundo Moreno, a segunda vivência libera a primeira.
Não há terapeuta no sentido convencional, não há análise, interpretações, explicações, diagnósticos ou prognósticos – mas há um “diretor de campo” que facilita a ação. O “diretor de campo” é diferente do diretor de teatro, porque interage, se relaciona pessoalmente e participa da ação, buscando o “encontro” entre “diretor de campo” e cliente, que propiciará o encontro da pessoa consigo mesma.
A proposta é o encontro da pessoa com seu interior através de vivenciar, no cenário psicodramático, situações de seu passado e encontrar as situações de conflito que originam seu desconforto interior. Estas ao serem representadas no presente, liberam a pessoa do seu passado. Assim a própria pessoa é que identifica a sua solução dentro de si mesma e para si mesma.
O “diretor de campo” não faz análise, interpretações nem responde a perguntas, somente facilita o processo da procura da pessoa por ela mesma no seu interior. Conhecendo as origens de seus conflitos, a pessoa mesma se liberta deles.
O processo é, portanto, que a ação substitua o falar, o intelectualizar, permitindo que a pessoa vivencie e sinta, no momento presente, através da representação, seu mundo interior e assim se encontre...
Não se fala sobre psicodrama – se atua, se representa, no aqui e agora o seu interior. Ao representar um papel, a pessoa atua com toda a sua personalidade, com todo seu ser, permitindo assim que se conheça e re-estabeleça seu equilíbrio interior.
Para vivermos temos que inalar oxigênio, ingerimos alimentos e água, ou seja, interagimos e dependemos do meio ambiente e, portanto, não vivemos sem ele. Na realidade estamos integrados ao meio ambiente, do qual somos também parte. Somos unos com o meio ambiente e é isto que significa Universo. Nossas primeiras interações são com a família, com a mãe, pai e demais pessoas que compõem nosso grupo social e com as condições da Natureza, com os quais aprendemos a conviver. Deste relacionamento pode ocorrer, entretanto, desequilíbrios entre o que necessitamos e desejamos e o que efetivamente obtemos, surgindo assim uma situação de desconforto que, não podendo no momento resolver, reprimimos para nosso mundo interior.
O propósito do Psicodrama é resgatar essas relações para revivê-las em uma segunda vez no momento presente e, desta forma, resgatar e liberar esse desconforto reprimido. O importante é o momento presente – a vivência no aqui e agora, que permite a comunicação entre a pessoa e aquilo que ela transformou em uma repressão, tornando-a uma atitude ativa através da atuação dramática em um ambiente controlado com o apoio do “diretor de campo”.
Um dos fundamentos da ação psicodramática é a espontaneidade, pois sem normas ou critérios prévios, a pessoa pode atuar com liberdade e segurança, permitindo o encontro do Eu. O Eu não pode encontrar-se por si mesmo, só poderá encontrar-se através de um outro, o Tu. É o encontro da pessoa com seu semelhante, de tal modo que o Eu passa ser Tu e o Tu se transforma em Eu. Este é o princípio da auto-cura.
O Psicodrama é um método pelo qual se busca a verdade através da ação. A espontaneidade, condição para a ação eficaz, é a capacidade de dar uma resposta inteligente, uma reação adequada a uma situação nova e inesperada. É desta forma que surge a ato da criação de uma forma alternativa de ser, de agir, que produza os resultados satisfatórios buscados. A essência da vida humana é ser criadora, criar novas alternativas e formas de viver.
A fonte da espontaneidade se libera em contato com a espontaneidade de outro, no caso do Psicodrama do “diretor de campo”. Segundo Moreno, a espontaneidade pode ser comparada a uma lâmpada, a qual, quando acesa, permite a visão do ambiente e da disposição das coisas; quando apagada ou quando não está acesa, as coisas permanecem no mesmo lugar, mas a pessoa não as vê.
A não liberação da espontaneidade na vida moderna inibe a criatividade e, assim, a criação de soluções, novas formas de se relacionar com outros e com a Vida. A criança ao nascer passa, de um estado de dependência, no qual recebia passivamente aquilo que necessitava, para um estado no qual tem que conquistar a sua sobrevivência, mas a cultura humana inibe a espontaneidade e, portanto, a criatividade.
O Psicodrama se propõe a despertar e desinibir a espontaneidade, que permitirá a criatividade encontrar a resposta adequada a uma nova solução, ou seja, aquilo que a pessoa necessita para sua vida plena.
Na ação psicodramática existe um relacionamento, entre o terapeuta “diretor de campo” e o cliente, com mutualidade, reciprocidade e igualdade que permite existência da catarse de integração, que é a liberação da espontaneidade e da consequente criatividade, permitindo o acontecimento do “encontro” e à pessoa ver e criar uma nova forma de se realizar.
A relação Eu-Tu, que ocorre na psicodramatização, entre terapeuta “diretor de campo” e cliente, permite a este se avaliar partir de seus próprios relacionamentos pessoais e realizações, ocorrendo a “auto-cura” através desse relacionamento.
A filosofia que fundamenta o Psicodrama é que não há possibilidade de existir a pessoa sozinha - a pessoa só existe em relação à outra - a pessoa só se torna pessoa quando se relaciona, quando há diálogo.
(ref- “Psicodrama da Loucura”, José Fonseca Filho, Ed.Ágora)
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