sexta-feira, 19 de abril de 2013

Porque estou aqui? O encontro




  • “No começo foi a existência. Mas a existência sem alguém ou algo que exista não tem sentido. No começo foi a palavra, a ideia – mas o ato foi anterior. No começo foi o ato, mas o ato não é possível sem o agente, sem um objeto em direção ao qual se dirija e sem um tu a quem encontrar” (Jacob Levy Moreno” – criador do Psicodrama)

A inteligência humana não consegue imaginar que possa existir alguma coisa que não tenha sua causa, portanto se conclui quem tudo tem uma causa, embora nem sempre seja aparente ou fácil de perceber, o que não significa, entretanto, que não exista; assim a nossa vida tem que ter uma causa, embora a maioria das pessoas não pense nisto e não tenha conhecimento dela e, desta forma, ignora a razão de sua existência,.

O conhecimento é poder, pois só podemos ter qualquer ação como consequência do conhecimento do que somos e por que somos. O conhecimento vai além e não se confunde com a informação; é o saber as consequências e a repercussão das nossas ações, proporcionando assim uma visão mais ampla de si próprio e da Existência. Isto significa libertação de nossas limitações, ampliando as alternativas de ação, permitindo que se tenha uma finalidade para vida e possibilite encontrar nosso caminho.

O encontro é o caminho; encontrar o outro é encontrar a si próprio, conhecer-se, encontrar a Existência, a Vida, o Universo e a sua razão de ser e assim saber existir, estar aqui e agora, o que possibilita encontrar paz, serenidade, tranquilidade.

O encontro é o propósito do Psicodrama, que é o diálogo ao vivo. Diálogo origina-se na língua grega, significando “dis” (grego) = em dois; di(a) (grego) = através, logos (grego) = o princípio da inteligibilidade, razão), ou seja, a troca mútua de conhecimentos, razões. O núcleo do Psicodrama é, pois, o encontro, que foi assim expresso por Fonseca Souza Filho em seu livro “Psicodrama da Loucura” página 132 : “... Na verdade o EU sozinho é uma abstração. O EU só existe, realmente, na medida em que encontra um TU. O EU só conhece e vive o seu mundo quando consegue interatuar com um TU real.”, ou seja, o encontro é produto da reciprocidade e por esta razão o melhor terapeuta é o próprio cliente.

No Universo tudo é energia e a energia busca relações. Se o Universo é concebido como uma relação de todos os seus elementos, então a posição da pessoa humana está também nessa rede de relação cósmica.

“Encontro significa estar junto, encontrar-se, dois corpos tocarem-se, ver e observar. Apalpar, sentir, compartir e amar, comunicação mútua, conhecimento intuitivo mediante o silêncio ou o movimento, a palavra ou o gesto, o beijo ou o abraço, unificar-se, uma com um” (Jacob Levy Moreno).

Somos todos iguais na essência humana, que é única, somos diferentes só na forma, portanto ser diferente é normal. Somos na realidade células de um imenso organismo, o Universo, portanto aceitar as diferenças, respeitando-se a essência comum, é o caminho para encontrar o outro e assim nos encontrarmos e através deste encontro nos sintonizarmos e nos ligarmos à Existência. Desta forma estaremos criando uma corrente do bem, uma metátese do bem, para a cura do organismo total, que resulta no bem de todos.

terça-feira, 16 de abril de 2013

O ENCONTRO COM SI PRÓPRIO



As pessoas procuram manter ou buscar saúde, o bem estar físico, psíquico e espiritual e quando o perdem buscam promover a volta ao estado de saúde, buscam a cura.

A cura psíquica está ligada as emoções e sentimentos da pessoa com relação à sua situação face à realidade, não propriamente ligada à realidade, mas a maneira como a pessoa a percebe e a sente.

O mal estar, contrário à saúde psíquica, resulta da percepção que a pessoa tem sobre a realidade, ou seja, a felicidade ou infelicidade está no interior da pessoa e não no exterior, é consequência de como a pessoa vê a situação e não da situação em si mesma.

Somente a própria pessoa pode sentir e saber o que a perturba, pois seu drama começa em seu interior, portanto a cura é uma jornada a esse interior em busca do conhecimento de si mesma para identificar a causa de seu desconforto. Somente a própria pessoa pode fazer isto, pois é o encontro consigo mesma, que, entretanto, também pode ser promovido pelo encontro com outra pessoa: desta forma, ocorre assim a catarse, que é o efeito salutar provocado pela conscientização da vivencia de uma situação traumatizante, cuja lembrança inconsciente provoca a desconforte sofrido pela pessoa.

O encontro significa estar junto, compartilhar, sentir junto, amar, como, de maneira bela, foi colocado nas palavras de Jacob Levy Moreno, criador do Psicodrama:
“.........................................................................................................................
Um encontro em dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos
           e colocá-los-ei no lugar dos meus:
           E arrancarei meus olhos
           Para colocá-los no lugar dos teus;
           Então ver-te-ei com os teus olhos
           E tu ver-me-ás com os meus.

Assim, até a coisa comum serve o silêncio
E o nosso encontro permanece a meta sem cadeias:
O Lugar indeterminado, num tempo indeterminado,
A palavra indeterminada para o Homem indeterminado.”

O encontro é o compartilhar energia que possibilita a descoberta de si mesmo, o despertar para nova percepção da realidade, o que só pode ser feito pela própria pessoa, da mesma forma que ninguém pode respirar por ela.

As pessoas não precisam sempre de um conselho, algumas vezes tudo que precisam é uma mão para segurar, ou de um ouvido para lhe ouvir, ou um coração para entendê-las e uma sensibilidade para senti-las e é isto que o psicodrama bipessoal se propõe.
Elias Penteado Leopoldo Guerra

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Psicodrama Bipeesoal



PSICODRAMA BIPESSOAL


O Psicodrama é uma filosofia e técnica psicoterapêutica centrada na pessoa do cliente, que é quem promove a sua autocura. Na realidade não se trata de uma relação entre terapeuta e paciente. Paciente é aquele que sofre a intervenção do profissional, médico, do dentista ou qualquer outro agente da saúde, conceito designando aquele que sofre passivamente a ação desse profissional, sem crítica ou qualquer participação.

Isto não ocorre na relação do psicodrama bipessoal, pois o terapeuta na realidade é um facilitador, atua como um diretor de cena em uma representação dramática e o cliente, que é o outro participante da relação entre ambos, desempenha sua vida, sua realidade pessoal. Trata-se, portanto de uma terapia não diretiva, cujo objetivo é promover que o cliente tenha um insight, uma visão, se encontre, se reconheça e assim reformule sua relação com as pessoas e o meio ambiente, mediante intervenções adequadas.

A pessoa cresce desta forma na interação, na relação com o facilitador, o que lhe possibilita adquirir novas formas de interagir com a realidade social, adquirindo comportamentos que lhe permitam seu ajustamento a essa realidade. A realidade social é o meio em que a pessoa vive, pois “para ser humano é preciso crescer entre humanos”, e” a saúde não é possível no isolamento (T.Herranz).

Por se tratar de uma terapia não diretiva, o psicodrama bipessoal tem como objetivo promover que a pessoa tenha uma nova percepção de si própria e obtenha conhecimentos que serão os recursos que lhe deem possibilidade de enfrentar e superar sozinha as situações e circunstâncias que lhe geraram os seus conflitos interiores. O propósito do Psicodrama Bipessoal é, pois, tornar o cliente capaz de tomar por si próprio as atitudes adequadas à realidade, solucionando desta forma seus conflitos interiores, adquirindo capacidade de confrontar com as situações que lhe ocorrerem, com a capacidade de tomar a ação apropriada.

O Psicodrama Bipessoal é uma adequação do Psicodrama grupal à situação na qual terapeuta e cliente se relacionam a dois, aplicando-se a mesma filosofia, fundamentos e técnicas do Psicodrama. Trata-se de uma especialização da psicoterapia, ajustando-a a nossa realidade social e as condições que melhor se adéquem ao cliente.

Considerando a realidade em nossa comunidade o Psicodrama Bi pessoal pode ser mais uma alternativa psicoterapêutica, aliada as demais que existem.  

Elias Penteado Leopoldo Guerra – Psicólogo – CRP-06/17226 

sábado, 30 de março de 2013

Ninguém deve obedecer a ninguém e a nada

Ninguém deve obedecer a ninguém e a nada, pois deve reconhecer que somos todos iguais como partes de um Todo maior (a Família, a Sociedade, a Humanidade, o Universo); por esta razão o bem do Todo é o bem de cada uma, o bem da colmeia é o bem da abelha.   
Assim, consequentemente, em lugar de obediência deve haver cooperação, pela qual cada um apoia e facilita e existência do outro. Por essas razões as pessoas devem mútuo respeito uma às outras.
A única disciplina aceitável á a autodisciplina que resulta da consciência de que somos, na realidade, parte de um Todo. É importante, pois, respeitar a existência do outro e sua natureza... , reconhecer que como parte de um mesmo Todo, somos todos um e que ser diferente é normal e, por isso, tudo começa por mim e por cada um, eis que todos somos responsáveis pelo Todo e por cada um!
Ser responsável é dar a resposta, ter a ação adequada para a necessidade do outro e do Todo, como célula de um mesmo e único organismo.
Os pais não tem poder sobre os filhos, embora a Lei fale em ”pátrio poder”, o que existe na realidade é o pátrio dever de cuidar dos filhos. Cuidar é respeitar, é proteger, facilitar, amparar, dar apoio, orientar, transmitir segurança, ser responsável.

Portanto os filhos não devem obediência às pais, mas sim respeito: respeitar é reconhecer a existência do outro como ele é, respeitar sua individualidade e o seu legitimo e inquestionável Direito de ser como é e viver a sua vida plenamente, de acordo com sua maneira de ser.
 Elias Penteado Leopoldo Guerra

sábado, 16 de março de 2013

A felicidade é questão mental. As máquinas não podem fornecê-la e nós não podemos comprá-la. O dinheiro e a riqueza são fontes parciais de felicidade, e não a felicidade como tal.

A felicidade deve desenvolver-se dentro de nós; ninguém pode dá-la. Ela encontra sua fonte na tranquilidade de espírito, e não depende de fatores externos.

[Dalai Lama, em "Princípios de Vida"]
A felicidade é questão mental. As máquinas não podem fornecê-la e nós não podemos comprá-la. O dinheiro e a riqueza são fontes parciais de felicidade, e não a felicidade como tal.

A felicidade deve desenvolver-se dentro de nós; ninguém pode dá-la. Ela encontra sua fonte na tranquilidade de espírito, e não depende de fatores externos.

[Dalai Lama, em "Princípios de Vida"]

sexta-feira, 8 de março de 2013

A PESSSOA EM BUSCA DE SI MESMA

No Psicodrama a participação do cliente é decisiva eis que o terapeuta coparticipa junto com ele na busca de que  compreenda  e perceba novas alternativas de ação para a superação do desconforto que o incomoda. Assim é imprescindível a vontade e desejo do cliente em buscar suas próprias soluções com apoio do tepapeuta.

A mesagem de Osho a seguir dá uma orientação neste sentido:

'Tome as rédeas nas suas mãos. Você tem que decidir. Na verdade, é nesse próprio ato de decisão que a sua alma nasce. E é preciso que você trilhe sozinho um caminho que ninguém percorreu antes. Tudo depende de você, do que faz consigo mesmo. Tudo depende do fato de crescer ou não. A escolha é sua — e essa escolha tem que ser feita a todo momento. A todo momento você se encontra em uma encruzilhada. Sempre que você explora seu potencial, se torna o melhor. Sempre que se desvia dele, continua medíocre."
Osho